Cara gorda

Depois da tempestade sempre vem a bonança, agora ao olhar para aquele rosto gordo já não sinto mais nada, apenas indiferença, a dor se acalmou, deve ter cicatrizado, mas não é brincadeira olhar para alguém e ver que sua vida foi roubada me sinto com o defunto na sala para ser enterrado, há 18 anos esse defunto está sendo velado em minha sala, é preciso que eu o enterre pra sempre que não deixe sequer que fantasmas venham me perseguir, a colheita tem que ser feita o perdão tem que ser dado, acho que não, pois não condenei apenas espiei as culpas minhas e dele o castigo no lombo tem sido pesado, pesado demais para minhas costas frágeis, mas mesmo assim ela se manteve ereta firme sem se curvar, como um rochedo que mesmo açoitado pelas intempéries permanece intacto, majestoso ante toda adversidade a que possa ter sido submetido, ainda assim não se curva.

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Sobre Nilza Rodrigues

Um ser em constante evolução, olhos no horizonte, cabeça nas estrelas, pé no chão, alguns empurrões ao abismo e venho fazendo a subida, ardua e longa, ainda me encontro enclausurada, mas chegará o dia que dele sairei gloriosa. Amante dos animais, natureza, humildes, grandes de alma, universo em evolução. Auto disciplina, estilo e humildade são meus caminhos na vida
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Uma resposta para Cara gorda

  1. vall disse:

    vc devia escrever um livro "lembranças de minha vida", o q acha?

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