Vitrolinha Portátil

Bailinhos de Garagem

Bailinhos de Garagem

Inicio anos 70 tinha um sonho, possuir um toca discos, sempre amei música, mas a grana curta não oportunizava ter um aparelho desses.

Trabalhando em Lojas Americanas, um grande sonho, onde consegui abandonar a profissão de costureira industrial, que me tumultuava os miolos a ponto de fantasiar ser outra coisa e fazer de minhas fantasias uma verdade absoluta, na minha cabeça.

Trabalhando em empresa multinacional, era a glória, tendo todos os benefícios que uma empresa assim proporciona, um belo dia fizeram um sorteio do seguro de vida e fui premiada com CR$ 480,00, o felicidade, como meu salário era para ajudar a família, que sempre coloquei em primeiro lugar, que amei do fundo do meu coração e tudo fiz para que tivessem o melhor, mas com esse dinheirinho extra consegui comprar minha vitrolinha, tinham duas acessíveis, uma da Philips que era melhor e mais cara e outra da Delta mais em conta, fiquei com a Delta e assim pude comprar um LP vinil do Bee gees e ainda sobrar um dinheirinho para ajudar em casa.

Grandes emoções ela me proporcionou, muitos bailinhos nas garagens dos amigos e em minha própria garagem e casa, muitos anos ela nos acompanhou, eu e minha turma, ia pelas ruas encontrava meu grande amor por acaso e o levava para bailar em casa, armava o bailinho na hora, o felicidade, o sonho, fui comprando mais alguns discos e minha vitrolinha nunca falhou, os bailinhos sempre um sucesso.

Com a chegada dos sobrinhos continuou fazendo sucesso era tudo bem divertido, a garotada e a vitrolinha, uma vez um dos sobrinhos sentou no prato de tocar discos e quebrou a pobre, berrei com ele que ficou com os olhos piscando duro de medo, mesmo assim falou: ta doida, mas em seguida o abracei e disse que não teria importância que iria consertar, então o danado voltou a sentar, ele queria simplesmente rodar no prato como se fosse um disco.

Passado todo esse tempo e a primeira sobrinha me fez lembrar essa vitrolinha que por muito tempo acompanhou minha vida, e quis saber seu paradeiro, diz ter saudade das musicas que nela ouviu na época, bons tempos, belos dias, isso mesmo, Roberto Carlos e suas canções.

A vitrolinha acompanhou meus dias então sem o prato, conectei nela meu aparelho de ouvir musicas com fone de ouvido e funcionava como caixa de som, até que meus cães herdados fizeram farofa dela, puxaram os fios de todos os modos até destruição total e assim chegou seu fim.

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Sobre Nilza Rodrigues

Um ser em constante evolução, olhos no horizonte, cabeça nas estrelas, pé no chão, alguns empurrões ao abismo e venho fazendo a subida, ardua e longa, ainda me encontro enclausurada, mas chegará o dia que dele sairei gloriosa. Amante dos animais, natureza, humildes, grandes de alma, universo em evolução. Auto disciplina, estilo e humildade são meus caminhos na vida
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